quarta-feira, 15 de abril de 2009

A cultura da contradição ''IMPORTANTE LER''

A cultura da contradição

Caríssimos, é impressionante a riqueza cultural do estado de Pernambuco e mais impressionante ainda vem ser o somatório cultural que a cidade de Goiana faz a este grande acervo com sua Arquitetura, sua História, e seus Lindos Templos Religiosos ao estado de Pernambucano.
Nossa cidade nos últimos dias sediou um dos maiores encontros culturais promovidos e patrocinados pela FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco), com encontros de caboclinhos, maracatus, pretinhas do congo, cavalo marinho e outros. Isto com certeza são enriquecedores para a nossa cultura, mas vem contradizer-se em seus objetivos e propósitos e nos leva a um questionamento:
“O que de concreto nos traz tudo isto?”
Vimos entre os dias 30/04 ao dia 05/05/09 uma vasta manifestação cultural em nossa cidade, que, esconde por traz das suas cores, fantasias e danças, outra grande e bem mais vasta cultura, e esta bem visível, a cultura da pobreza, da fome e do desemprego, pois em meio a tantas agremiações pude me encontrar, dentre muitos que conversei, com estes grandes monstros que se esconderam debaixo das lindas fantasias que vi naquela avenida, foi quando dei atenção às palavras do ditado que diz: “Quer enganar o povo? Dê pão e circo.”, e podendo me ater a realidade de nossa cidade pude perceber que 90% das agremiações que se apresentaram naquela festividade vem de comunidades pobres e marginalizadas da nossa cidade, dentre as tais a comunidade da Nova Goiana, a qual resido.
Não quero ser injusto com a cultura Pernambucana, longe de mim, mas não posso emudecer diante da hipocrisia, onde somos usados como bonecos de marionetes nas mãos “manipuladoras” dos Poderes Políticos, que pegam em nossas periferias (sujas e enlamaçadas), crianças, jovens, homens e mulheres, com fome, sem trabalho e sem ter como sustentar seus filhos, filhos estes, que estão sem educação escolar digna, sem segurança, sem saúde e sem o mínimo de condições de sobrevivência e os vestem de indiozinhos e palhaços para pularem diante de uma burguesia política que os faz, não de “representantes culturais”, mas sim, de “bobos da corte” e os usa e descarta como se fossem papel higiênico.
Quem dera que nossos governadores, prefeitos, vereadores (governantes) e aqueles que se dizem organizadores de tais eventos pudessem realmente se preocupar em mudar a situação da nossa cultura de pobreza, pois, se vestir a fome, a miséria e o desemprego com fantasias de Índio, Maracatu e palhaço forem cultura, quero sugerir aqui, mas uma agremiação para as próximas festividades culturais em nossa cidade, “vestir nossos governantes de mulas sem cabeça”.

“A covardia é o escudo dos fracos e a espada que derrama o sangue dos mártires”
Gerlan Roberto da Silva
Comunidade São Francisco Assis
e-mail: gerlanfilipe@hotmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário